*Arthur Zanetti

O primeiro artigo da série Gestão de APQP descomplicada ressaltou a dificuldade em manter a documentação dos programas de desenvolvimento atualizada e o esforço requerido dos gestores de projeto na execução dessa tarefa.

Diante desse cenário indicamos a adoção de sistema integrado de gestão do APQP (Planejamento Avançado da Qualidade do Produto) para dar mais visibilidade a todas as pessoas envolvidas no processo e assim reduzir a carga de trabalho dos gestores. Vimos que se somente o gestor tiver acesso às informações, tudo o que podemos conseguir é transferir problemas das planilhas para o novo sistema, sem resolvê-los de fato.

Neste segundo artigo vamos falar sobre como manter esse novo sistema eficientemente atualizado, para então usufruir de seus benefícios. A resposta para essa questão é bem simples e se baseia na cooperação: o gestor mantém o controle do cronograma e das atividades, enquanto os demais envolvidos atualizam as informações sobre o progresso e a conclusão de cada atividade no sistema. Dessa forma é possível ao gestor verificar, em tempo real, o status de cada atividade e assim tomar as ações necessárias para o cumprimento dos prazos definidos no cronograma.

Importante observar que algumas atividades podem precisar de aprovação de um ou mais superiores para serem consideradas concluídas. Essa demanda também é contemplada pelo sistema, que pode considerar uma rota de aprovação sempre que necessário, mantendo assim o histórico e o registro de assinaturas eletrônicas para futura rastreabilidade.

Outra funcionalidade muito prática, e que também contribui para acelerar a execução do projeto, é o sequenciamento automático das atividades. Funciona assim: Tão logo uma atividade seja reconhecida como concluída, é liberada a execução das ações subsequentes.  Quando uma atividade está pronta para ser iniciada, o responsável recebe a notificação automática de que a tarefa pode ser executada, eliminando a necessidade de interação humana para acionar essa informação.

Tais recursos garantem o andamento do projeto de forma automática e mais rápida, além de facilitar o controle do processo mediante registro do início e do término em cada atividade. Assim mesmo, é bom lembrar que nem sempre as coisas acontecem como planejado. Por vezes seus clientes podem solicitar modificações de última hora, fornecedores podem atrasar o envio de matéria-prima, ou quaisquer outros motivos indesejáveis e não previstos podem ocorrer. Como o sistema trata casos não previstos? Você ou a sua empresa já passaram por uma situação como essa?

Não se preocupe, sabemos que fatos como esses requerem atenção imediata e um plano de ação para resolve-los. É desse tema que o nosso próximo artigo tratará: Como gerenciar os riscos e agir frente a um desvio no projeto. As respostas estarão por aqui na próxima semana. Não perca!

*Arthur Zanetti é diretor de PLM da SMARTTECH