*Arthur Zanetti

Os dois primeiros artigos da série Gestão de APQP descomplicada, ressaltam o desafio de manter atualizada todas as informações dos programas e como os responsáveis pelas atividades podem informar seu progresso em um sistema integrado por meio da colaboração.

Observou-também que nem sempre as coisas acontecem como planejado e, por vezes, mudanças são solicitadas de última hora, fornecedores podem atrasar, ou quaisquer outros indesejáveis imprevistos podem ocorrer. Estamos falando dos desvios de projeto, ou issues, na terminologia americana. Como lidar com uma situação como essa?

Desvios podem ser previsíveis ou imprevisíveis. Para os previsíveis é possível adotar a matriz de análise de riscos, em que cada provável risco pode ser analisado sob a ótica de três parâmetros: Impacto, probabilidade e detecção, da mesma forma como é feito no FMEA. Por exemplo: O que aconteceria se um determinado fornecedor atrasasse uma entrega? (impacto) Nossa empresa tem histórico de atrasos frequentes desse fornecedor? (probabilidade) É possível saber com antecedência se esse atraso vai ocorrer mesmo? (detecção)

Existem maneiras simples para tornar mais prática a gestão de riscos, como, por exemplo, atribuir notas de 1 a 5 para cada um dos três parâmetros citados acima. A multiplicação dessas notas resultará em um fator (RPN) para cada risco mapeado. Esse fator determinará que tipo de ação a empresa deva tomar, seja somente monitorar o risco ou tomar ações preventivas para mitiga-lo previamente, evitando assim desvios e atrasos no cronograma.

Ocorreu o imprevisto? A correção do problema ficará mais simples na próxima vez se a sua empresa tiver um sistema integrado de gestão para registrar os fatos e as soluções adotadas, que servirão de fonte de informação não só para projetos vindouros, mas também ajudam a melhorar a identificação de riscos, além de oferecer a rastreabilidade necessária para auditorias futuras.

Já vimos que é possível automatizar tarefas, acelerar o andamento do projeto, mapear riscos e resolver desvios de forma integrada, em um único sistema. Mas como o conjunto dessas ferramentas pode de fato oferecer diferencial competitivo que buscamos? Como justificar um investimento dessa natureza? Esse será o foco do 4º e último artigo desta série, no qual falaremos cobre como melhorar a eficiência de recursos em projetos automotivos. Até a semana que vem!

*Arthur Zanetti é diretor de PLM da SMARTTECH

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