* Arthur Zanetti

A gestão do Planejamento Avançado da Qualidade do Produto (APQP) dentro de fabricantes de veículos e de autopeças não é tarefa fácil. Será que é possível realizá-la de forma produtiva e eficiente? Em busca da resposta a essa pergunta elaborei uma série de quatro artigos sobre o assunto e convido-os à reflexão.

Por causa da acelerada globalização nos anos 1990, as autopeças interessadas em fornecer para montadoras de diferentes nacionalidades se viram impelidas a adotar sistemas de qualidade dedicados para cada uma delas, o que tornou a manutenção desses diversos sistemas simultâneos muito trabalhosa e onerosa.

Só em 1999 a ISO criou a Força-tarefa Automotiva Internacional (IATF) com objetivo de reunir e unificar as normas vigentes, criando a ISO/TS 16949. Desde então, essa certificação passou a ser obrigatória a todos os fornecedores primários e secundários da cadeia automotiva, mas para obtê-la, é desejável possuir a certificação ISO 9001 previamente.

Mais difícil do que conseguir a certificação é mantê-la nas auditorias seguintes. Quando a empresa é nomeada para um novo programa de fornecimento, todo o histórico desde as primeiras tratativas comerciais até a transferência completa do projeto da engenharia para o time de manufatura deve ser minuciosamente registrado, controlado e documentado, garantindo que todas as atividades requeridas pela norma tenham sido cumpridas.

Isso faz com que as empresas necessitem de uma equipe dedicada para manter todas as informações organizadas, além de atender aos eventos do cronograma e iniciar o fornecimento dos sistemas e/ou componentes nas datas definidas pela montadora.

Durante o desenvolvimento de um programa é natural que o time de engenharia seja consultado sobre o status do projeto, seja pelos diretores de sua empresa ou pelo seu cliente. Quando isso ocorre nem sempre a informação está disponível em último nível, e um grande esforço é necessário para reunir o status de cada atividade e elaborar um relatório.

Já pensou em fazer na sua empresa o acompanhamento e controle de programas e de todos os seus entregáveis (Relatórios, CAD 3D, APQP, D-FMEA, P-FMEA, MSA, Plano de Controle, PPAP, etc.) em um sistema integrado? Pode estar certo de que um sistema assim daria visibilidade do status do projeto em tempo real para todos os envolvidos, diminuindo drasticamente a carga de trabalho burocrático de sua equipe.

Gostou da ideia? Na próxima semana vamos falar sobre como manter esse sistema atualizado, e como consultar e controlar todos os entregáveis.

*Arthur Zanetti é diretor de PLM da SMARTTECH

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