Ricardo Nogueira, presidente da SMARTTECH

* por Ricardo Nogueira

Acredito que a imobilidade seja fatal no mundo dos negócios, notadamente em tempos de instabilidade como os de hoje. Vivemos uma realidade que passa longe de qualquer outra que já tivéssemos um dia experimentado, e isto não passará. Nada será como antes. Então é melhor descobrir as oportunidades nesse ambiente e, sobretudo, fazer as coisas de modo diferente, quebrando paradigmas se necessário.

Essas afirmações explicam de certa forma a decisão de lançar a nossa organização, 100% brasileira, em uma nova dimensão no que diz respeito à sua atuação no mercado. Sim, o nosso DNA é tecnologia, e continuará sendo assim.

Estou falando aqui de uma nova frente de trabalho além daquela a qual temos tradicionalmente dedicado nossos esforços, que não é outra senão a de oferecer soluções inovadoras de engenharia para os gargalos de produtos, seu desenvolvimento e aprimoramento.

E foi no trato dessa complexa tarefa com empresas dos mais variados setores da economia começamos a nos perguntar se deveríamos dar mais atenção aos processos em vez de focar nos produtos e decidimos partir com mais foco para essa empreitada.

Bem, a experiência tem nos ensinado que o risco de perder um cliente por ineficiência de processos é, muitas vezes, maior do que por um produto ruim. Descobrimos que não são poucas as empresas brasileiras que carecem de uma abordagem orientada para seus processos a fim de alçar um novo e desejado patamar.

Diga-se de passagem, vimos experimentando resultados extraordinários com essa prática em nossa própria organização.  Mas, saibam, para obtê-los é preciso superar resistências e mergulhar no novo.

Se você está pensando naquele estilo tradicional de gestão de cima para baixo, esqueça. Quando o foco se dá em processos e não simplesmente em tarefas, a departamentalização cede lugar a um time envolvido na conquista de um resultado melhor. Obviamente o cliente está necessariamente incluído.

O resultado disso é que a organização aumentará sua energia empresarial e certamente descobrirá, no mínimo, novos caminhos para os seus negócios.

O segredo? Nenhum. A arte está em integrar tecnologia e metodologias inovadoras aos sistemas que antecedem à produção propriamente dita. Organizar estruturas de engenharia com alvo na competitividade. Se pudéssemos fazer uma imagem disso ela seria uma panorâmica de um processo de trabalho unificado, sem fragmentação.

Em outras palavras, é preciso conduzir as organizações a partir da visão de que uma empresa é feita de pessoas e de processos. Estes, infelizmente em muitos casos, padecem com a falta de um gerenciamento adequado e seguem como que desconectados do objetivo.

Os resultados da abordagem orientada de processos requer uma percepção clara de como a operação trabalha, identificação de fragilidades, treinamento e integração das engenharias com sistemas saudáveis, baseados nas melhores práticas, procedimentos e recursos tecnológicos.

Gerenciar com eficiência equivale a, sobretudo, ser um facilitador, em vez de só supervisionar resultados pontuais. Desse modo as possibilidades de ganhar robustez sem realizar grandes investimentos crescerão exponencialmente.

É esse o projeto ao qual nos dedicaremos mais fortemente a partir deste ano, com trabalho sistêmico e multidisciplinar desenvolvido por nossos especialistas. Começaremos com foco nas áreas automobilística, de plásticos, máquinas agrícolas e segurança veicular.

Acreditamos  – e comprovamos – que a gestão transversal de processos proporciona fantásticas oportunidades de melhoria, e que essa abordagem sem fronteiras extingue atividades improdutivas muitas vezes não percebidas no dia a dia das operações.

Seus processos são robustos o bastante para manter sua empresa competitiva nos próximos anos? Pense nisso.

Ricardo Nogueira é economista e presidente da SMARTTECH

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