Por Ricardo Nogueira*

Já se vão 11 anos desde que o primeiro smartphone foi lançado no mercado. Aconteceram tantas coisas que dá a impressão que faz muito mais tempo. A combinação desse aparelho com a internet, que já vinha se desenvolvendo há algum tempo, provocou uma transformação tão grande em nossas vidas que redefiniu como nos divertimos, interagimos com os amigos e parentes, compramos, nos informamos e vai por aí afora.

A sociedade se digitalizou e se transformou e isso está só começando, sem termos a mínima ideia do futuro que virá e nem em que tempo. O espaço está aberto para criação e o amadurecimento de tecnologias como Inteligência Artificial, Big Data, Realidade Aumentada, Machine Learning e Indústria 4.0, além do uso de drones e outros equipamentos cada vez mais eficientes e produtivos em apoio às mais diversas atividades humanas.

Surgem diariamente exemplos como a aplicação de robôs em atividades de Call Center, drones desfilando bolsas em vez de modelos humanos nos eventos de moda, e máquinas no comando de outras máquinas na linha de produção das fábricas.

Estamos diante de grandes desafios. Treinar o contingente de trabalhadores e educar filhos para um mundo digitalizado no qual novas ocupações e profissões já estão surgindo, é questão mais do que urgente. A transição não será uma tarefa fácil, mas é necessária.

Nunca precisamos tanto estar conscientes de que o mundo se dividirá em quem cria tecnologia e em quem usa tecnologia. Refiro-me aqui especificamente ao fato de que é imperativo ao nosso País desenvolver tecnologia localmente, sob pena de perdermos o bonde dessa nova revolução histórica.

Adotar tecnologias no ritmo veloz da atualização que os mercados requerem para o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade é questão vital. Como nunca antes, é a tecnologia o principal insumo para o diferencial competitivo que garantirá a sobrevivência das empresas no Brasil e em todo o mundo.

Às empresas estrangeiras aqui instaladas fica o papel muito bem vindo de trazer estas novas tecnologias para o país e para as empresas brasileiras fica a obrigação de se atualizarem. Aquelas empresas que por mais bem sucedidas até hoje não levarem em conta esta nova realidade e não digitalizarem seus processos desde a fase de concepção de seus produtos até a fase de manufatura e distribuição terão grandes problemas, vão quebrar.

Para continuarem a existir tais organizações vão ter que torcer pela manutenção de políticas de proteção de mercado, e todos nós sabemos que está ficando cada vez mais difícil recorrer a esse tipo de expediente, que representa, no mínimo, um retrocesso. Além disso, essa é uma prática nociva para qualquer país, para as empresas e para o futuro dos nossos filhos e netos. Não podemos permitir isso concordam? Vamos acordar!

*Ricardo Nogueira é economista e presidente da SMARTTECH

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