Problemas com certificação CISPR-25?

O uso crescente da eletrônica nos automóveis tem melhorado significativamente o desempenho, a confiabilidade e o conforto nos veículos. Por outro lado, os efeitos causados por campos eletromagnéticos, gerados por essas tecnologias, nos módulos e sistemas eletrônicos veiculares aumentam a preocupação com o grande número de itens críticos para a segurança do usuário, que podem ser afetados.

Por essa razão, os produtos devem atender normas como a CISPR-25, desenvolvida para controlar a emissão eletromagnética por condução e radiação de sistemas eletrônicos e criada para medir ruídos da eletrônica embarcada em um veículo.

Ensaios realizados em componentes podem reduzir problemas no conjunto e são necessários para itens comercializados independentemente. Para equipamentos, os limites e métodos de medição servem como método de validação e aceitação intermediária.

 

EMC e simulação x medição

O atendimento às normas de EMC é indispensável para a liberação de produtos para o mercado. Se estiver em desconformidade com as normas definidas por órgãos legais, o produto não pode ser vendido no país. Atualmente a engenharia de EMC está associada a medições e testes em laboratórios e aplicáveis apenas na fase final de projeto, pois exigem um protótipo.

Muito esforço é despendido na resolução de problemas encontrados durante os testes, aplicando-se algumas adaptações e, algumas vezes, soluções paliativas. Outras vezes a fonte do problema não é detectada e os problemas são apenas mitigados. Essa abordagem pode ser muito cara, pois a mudança de um projeto em estágio avançado exige retrabalho, com alto custo financeiro. No pior dos casos o time-to-market do produto pode até ser adiado, com resultados de custos crescentes e problemas na relação com clientes.

A prática intensiva de avaliações virtuais pode ajudar a engenharia a entender causas e efeitos impossíveis de serem resolvidos com lápis e papel, e a reduzir as dispendiosas medições. A identificação correta dos problemas de EMC proporcionada por essa tecnologia pode ser muito rentável nas fases iniciais de desenvolvimento.

Um diferencial muito importante da simulação eletromagnética em relação à medição é que a primeira pode dispensar a necessidade de um protótipo. Além disso, oferece respostas para questões cruciais ao projeto final, que podem ser aplicadas no início do processo de design, tais como, por exemplo, se o PCB/componente pode ser colocado horizontal ou verticalmente em um gabinete, se há a necessidade de um cabo blindado ou se é viável a utilização de um dispositivo não blindado. Uma vez tomadas na fase de protótipo, essas decisões não são facilmente mudadas.

A simulação também permite a visualização dos campos e distribuição de correntes dentro de um dispositivo, que não são facilmente acessíveis por medidas. Isso ajuda a engenharia a entender a causa do problema. A simulação não é concorrente das medições. Ambas são ferramentas complementares para ajudar o engenheiro a entender melhor o comportamento eletromagnético dos dispositivos.

 

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